segunda-feira, 9 de março de 2015

O Guaruçá e as mulheres, união indissolúvel

A relação entre nossa oca eletrônica, O Guaruçá, e as mulheres, todas as mulheres, é indissolúvel. Que essa história de amor, como O Poetinha cantou em fiel soneto, não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure.

Que não somos imortais, nós, pessoas, e nós, a revista, tivemos dura certeza nestes últimos meses. Às vésperas da ceia natalina foi assassinado nosso ex-colunista e colaborador Marcos Guerra, que aqui cresceu e ganhou asas, e criou seu próprio espaço para a publicação de seus duros textos. E, dias atrás, a própria revista se viu ameaçada.

A primeira edição da revista eletrônica O Guaruçá foi há 11 anos, exatamente no Dia da Mulher.  Não foi por acaso: Luiz Roberto Moura, o editor, e seus colaboradores de primeira hora, Sidney Borges (com matéria atualíssima, falava da falta de estradas (de rodagem e de ferro) para o escoamento da produção de soja), o saudoso do Eduardo Souza, o Julinho, já tinham material pronto, mas decidiram aguardar o Oito de Março para publicar.

Não podemos mais falar que O Guaruçá foi publicado ininterruptamente, todos os dias, estes anos todos, porque dias atrás abateu-se um desastre sobre o nosso sirizinho, a ponto do Moura ter perdido as esperanças de recuperar toda a imensa base de dados que ajuda a contar a história de mais de década de Ubatuba. É que a empresa que abrigava o portal simplesmente fechou as portas. Mas, com sua paciência e habilidade técnica, o editor conseguiu ressuscitar todos os textos, na ordem certa e com os links certos.

Dia de festa, portanto, e de cumprimentos, à revista O Guaruçá e às mulheres, todas elas, do mundo todo. Que me perdoem as bonitinhas e novinhas, mas nas mulheres a feiura, a velhice e a ternura são essenciais. Que morram as mulheres, mas que morram muito velhas e com a pele e o rosto feios, mas recendendo a ternura, como minha velha nonna aos 98 anos de idade. E, especialmente, que vivam as mulheres, vivam a plenitude de serem respeitadas num mundo que é cada vez mais delas, mas que ainda conserva o ranço do machismo como tônica.

Quanto ao nosso já maduro sirizinho, não passa de um pré-adolescente. Que também chegue a provecta idade.


* texto originalmente publicado na revista eletrônica O Guaruçá, em 09/03/2015. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ubatuba: inquérito sobre Guerra não progride

O inquérito que apura o assassinato do blogueiro e jornalista Marcos Guerra ainda não aponta possíveis autores e está em fase de distribuição a uma das três varas judiciais de Ubatuba.

Já se passa mais de um mês desde o assassinato de Guerra, que foi morto a tiros em sua casa, na antevéspera do Natal. Com isso, ocorreu o final do prazo para o relatório conclusivo ou pedido de dilação de prazo. O sistema informatizado do Cartório Distribuidor não indicava, na quarta-feira passada, a distribuição do inquérito para uma das três varas criminais de Ubatuba, não estando definido, portanto, o juiz que acompanhará o caso. Quanto ao Ministério Público, pela distribuição de tarefas que tem em Ubatuba, e em vista de não haver indícios de latrocínio, o inquérito e eventual ação penal estarão sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Ubatuba, que cuida dos crimes dolosos contra a vida afetos ao Tribunal do Juri. A titular do órgão é a promotora Raquel Tiemi Hashimoto.

O delegado de polícia titular de Ubatuba, Fausto Macedo, informou que as investigações continuam, que há linhas firmes de investigação mas que, “para não dar um tiro no meu próprio pé”, não pode dar informações mais detalhadas. Manifestou confiança de que o crime será desvendado e assegurou que as investigações continuam sob responsabilidade da equipe de Homicídios da Delegacia, composta por três investigadores. Sobre mandados de busca e apreensão, aventados dias atrás, quando o delegado mencionou um “quebra-cabeças”, disse que não foram solicitados, porque “ainda falta um elo”.

A delegada titular da Seccional de Polícia de São Sebastião, Nilze Baptista Scaputiello, através de assessor, disse que, para que pudesse se manifestar sobre o inquérito, dependeria de uma pauta emitida pela Delegacia Geral de Polícia. Na DGP, Eduardo Paglioni, assistente administrativo do delegado geral, disse, por assessora, que o assunto era da alçada da própria delegada seccional. 

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior – Deinter 1, João Barbosa Filho, de São José dos Campos, através de assessora, disse que o mais indicado a falar sobre o inquérito aberto para apurar o assassinato de Guerra é o próprio delegado de Ubatuba, Fausto Macedo, que o preside.

Crime de mando?
Tão importante quanto o pouco que disse o delegado Fausto Macedo é o que não disse. Não disse se as linhas de investigação referem-se apenas à autoria material (os pistoleiros) ou se incluem também o óbvio, a autoria intelectual (o mandante). Tamanha penúria de informações objetivas faz supor que ou a polícia está completamente perdida nas investigações ou tem trunfos que não quer divulgar para não assustar os investigados e, assim, evitar eventual fuga ou ocultação de provas.

O que a maioria da população de Ubatuba presumivelmente acha (e todos os grãos de areia da praia do Tenório suspeitam) é que foi crime de mando. O autor intelectual (talvez mais de um) teria sido objeto de denúncia ou espinafração em alguma (ou algumas) das 3.090 matérias postadas por Guerra no seu blog Ubatuba Cobra, nos três anos e nove meses que esteve na internet, o que aponta para o uso de uma lógica inversa de investigação. Normalmente, a investigação apura fatos e circunstâncias, a partir dos quais identifica autores e chega a uma conclusão. Da outra forma, a investigação baseia-se numa tese, para então apurar fatos e incriminar (ou não) os autores já tidos como suspeitos.

O problema é que Guerra operava uma metralhadora giratória, que atingiu muita gente em Ubatuba, e que defenestrou alguns ocupantes de cargos públicos, tanto em função do blog como resultados de procedimentos judiciais a que deu origem. Mesmo sem ser advogado, Guerra tinha sólidos conhecimentos na área jurídica, tanto quanto a leis como a processos penal e civil, bem como administrativo. Com isso, deu origem, em nome próprio ou por acionar o Ministério Público, a diversos procedimentos no âmbito do Poder Judiciário e também junto ao Tribunal de Contas do Estado. Em alguns momentos, bateu de frente com promotores de justiça, dois dos quais posteriormente removidos da comarca, e foi processado pela corporação, que agiu para defender a honra de um de seus membros.

Guerra usava frases pesadas e agressivas como “Ubatuba não pode mais conviver com a nefasta presença de Promotores de 'Justiça' incompetentes, negligentes e omissos”, “até então prefeito (ou vereador, ou promotor, ou juiz)”, e dizia, de prefeitos, “além de omisso é incompetente, negligente, inconsequente e corrupto!”. Vez por outra utilizava o vocábulo “canalha” e numa das vezes endereçou-o a um proprietário de quiosque na praia do Tenório.

Reforço
Não consta que o delegado Fausto Macedo tenha pedido reforço, de pessoal e meios, para acelerar as investigações referentes ao inquérito de Marcos Guerra, nem tampouco que os delegados seccional e regional tenham oferecido qualquer reforço não relacionado à operação verão. No entanto, pelas suas características peculiares, por envolver atentado contra a liberdade de expressão, por calar um jornalista e blogueiro que desafiava autoridades e tinha forte discurso contra a corrupção, seria justo esperar alocação de recursos materiais e de pessoal para reforçar a Delegacia local e afastar a sensação de que o inquérito poderá morrer à míngua.


* texto publicado originalmente na revista eletrônica O Guaruçá, em 10/02/2015. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Polícia de Ubatuba sem suspeito da morte de Guerra

Passadas três semanas desde o assassinato do jornalista e blogueiro Marcos Leopoldo Guerra, a Polícia Civil de Ubatuba tem linhas de investigação, mas ainda não tem nome, ou nomes, para anunciar como suspeitos da autoria do homicídio. Marcos Guerra, que mantinha o blog Ubatuba Cobra, foi morto a tiros na noite da antevéspera do Natal, no mês passado. Não há, portanto, indiciados, embora tenham sido colhidos depoimentos e, com a reabertura do Fórum, nesta quinta-feira, sejam solicitados mandados de busca e apreensão.

Segundo o delegado Fausto Cardoso, titular da Polícia Civil de Ubatuba, a equipe de Homicídios da Delegacia, composta por três investigadores, realizou diversas diligências e ouviu várias pessoas, inclusive moradores das imediações da casa onde Guerra foi assassinado. O delegado, no entanto, não fornece detalhes, “para não atrapalhar as investigações”. Esclareceu que o inquérito não está sob segredo de justiça, mas que é necessário algum prudente sigilo para benefício do conjunto do trabalho investigativo. Disse também que serão ouvidas mais pessoas, na tentativa de montar o que classificou como um “quebra-cabeças”.

Com os feriados e pontos facultativos a Delegacia funcionou em regime de plantão, com a presença de policiais de outras cidades para atender as ocorrências da chamada Operação Verão. Segundo Fausto Cardoso, o regime de plantão não interrompeu o trabalho dos investigadores que atuam no setor de homicídios.

Repercussão
O assassinato do blogueiro de Ubatuba teve imediata repercussão em parte da mídia nacional e internacional, mas não nos chamados jornalões, em regime de plantão, férias e coberturas burocráticas do Natal e Ano Novo. Na praticamente inexistente mídia local não houve repercussão, nem entre os políticos e empresários que, em algum momento, se beneficiaram com alianças pontuais com Marcos Guerra ou, no mínimo, alimentaram com informações de caráter interesseiro o blog de Guerra. Durante a campanha eleitoral do final de 2011 houve eventos desse tipo.

Também não houve manifestação local da ong Transparência Ubatuba, da qual Guerra era dirigente, ainda que a Rede Amarribo (da qual faz parte a ong) tenha postado nota sobre o homicídio. A Rede Amarribo, na nota, qualificou Guerra como ativista social e comentou que “Os ativistas sociais são verdadeiros heróis, que lutam sozinhos, sem amparo da Justiça. As leis protegem os `fora da Lei´. A impunidade é combustível poderoso para os bandidos.”

* texto publicado originalmente na Revista Eletrônica O Guaruçá, em 09/01/2015.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Autor de Ubatuba Cobra é sepultado na capital

Arquivo UbaWeb 
Marcos de Barros Leopoldo Guerra, blogueiro e jornalista de Ubatuba, foi sepultado dia 25, no cemitério São Paulo, em Pinheiros, na capital paulista, em cerimônia fúnebre restrita a familiares.

Marcos Guerra morreu na noite do dia 23, em sua casa, no bairro do Tenório, vítima de assassinato. Segundo as primeiras informações, divulgadas por O Globo e, pouco depois, pela TV Vanguarda e pelo site G1, Guerra foi atingido por três tiros, disparados por um dos dois ocupantes de uma motocicleta vista saindo do local logo depois dos estampidos. Há divergência entre as matérias, sobre o horário da morte.

Solteiro, de 51 anos de idade, morava com o pai, advogado de 85 anos de idade. Uma empregada doméstica também estava na casa no momento do crime. Guerra declarava-se empresário na área de consultoria tributária e, apesar de seus sólidos conhecimentos na área do Direito, não era advogado. Desde 2 de março de 2011 mantinha o blog Ubatuba Cobra, além de perfis em redes sociais e um blog da Associação Transparência Ubatuba, cuja direção assumiu em 30 de janeiro de 2011.

Marcos Guerra morou em Ubatuba nos seus últimos 13 anos de vida e escreveu para nossa revista eletrônica O Guaruçá, de 4 de janeiro de 2007 a 27 de fevereiro de 2011 na seção E-mails à redação, e de 18 de março de 2009 a 27 de fevereiro de 2011 como colunista.

Em seus textos, muito ácidos e críticos, exprimia fortemente sua opinião e fazia denúncias, com linguajar geralmente agressivo, o que lhe valeu desafetos e inimizades. Chegou a ser processado por crimes contra a honra e recebeu ameaças anônimas de morte.

O assassinato de Marcos Guerra teve repercussão imediata na mídia internacional, ainda que com equívocos, como foi o caso do portal dojornal português Público Porto, cuja matéria sobre o blogueiro foi ilustrada com a foto de um ex-vereador de Ubatuba, em um primeiro momento elogiado, mas depois frequentemente criticado por Guerra. O portal manteve a foto equivocada, provavelmente obtida na edição de 29/12/2011 do blog do próprio Guerra, até a manhã do dia 26.

Políticos, especialmente os prefeitos Eduardo César e Maurício Moromizato, vereadores, especialmente o ex-vereador Gerson Biguá, que perdeu o mandato em razão de denúncia feita por Guerra, provedores, diretores e funcionários graduados da Santa Casa de Ubatuba eram alvos frequentes de seus textos mais ácidos, assim como promotores de Justiça e juízes de Direito. O blogueiro propôs diversas ações civis públicas e deu origem a procedimentos judiciais ao provocar o Ministério Público, e administrativos, junto ao Tribunal de Contas do Estado.

A polícia civil já investiga o caso, apesar de estar em regime de plantão, devido a feriado, ponto facultativo e fim de semana. Nos plantões, há pessoal de outras cidades, como Taubaté, que estão em Ubatuba devido à Operação Verão. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de vingança em razão dos textos de Guerra, que nem sempre primavam pelo equilíbrio.

-----
* texto originalmente publicado na Revista Eletrônica O Guaruçá, em 28/12/2014.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

`Muié´ peituda nas areias de Ubatuba

Desconfio que seja uma loira de cabelos encaracolados, da magnífica série que só um artista de múltiplas expressões pode produzir. 


* texto publicado originalmente na Revista Eletrônica O Guaruçá, em 19/11/2014

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Chegou a Ubatuba mais um chato, o Emboaba

Responde pelo nome de Antero Emboaba o mais novo chato de Ubatuba. Chegou há pouco de fora e já está causando. Aqui, nas páginas da nossa revista eletrônica, O Guaruçá, como explicitou em sua primeira postagem. “Um amigo deu o endereço de O Guaruçá como espaço que poderia acolher o meu recado”, escreveu. 

Emboaba, todos sabem, é palavra de origem tupi, a língua geral. M´boaba, ou algo parecido, era como os indígenas designavam as aves que tinham penas ou penugens nas canelas e, mesmo, nos pés. Tivemos aqui, no pé do Funhanhado, onde ultimamente têm voado penas, algumas galinhas (que botavam ovos azuis) e um galo com esse perfil. Ora, os portugueses usavam botas de couro cru, com pelos, que os indígenas logo associaram às pernas emplumadas das aves.

De alguma forma, os bandeirantes paulistas se apropriaram do vocábulo e passaram a designar de emboabas (cabe a forma plural, pois não se trata de nenhum povo indígena) os forasteiros portugueses e nordestinos que com eles passaram a disputar as regiões auríferas de Minas Gerais. Virou guerra, a Guerra dos Emboabas, na qual os paulistas levaram uma coça, em 1708, e contabilizaram mais de 300 assassinados no Capão da Traição (entre as hoje cidades de São João Del-Rei, Tiradentes e Coronel Xavier Chaves), perto do rio das Mortes, quando já tinham se rendido. A Coroa Portuguesa tratou de intervir e regulamentou na região a exploração do ouro, de olho no farto imposto que poderia cobrar, o famoso quinto, não importava de quem. Os emboabas ficaram com a província aurífera de Minas Gerais e os bandeirantes foram para Goiás e Mato Grosso, onde também lavraram ouro.

De qualquer forma, os bandeirantes paulistas se apropriaram do vocábulo sem perceber que eles próprios eram emboabas (forasteiros) nas terras indígenas.
Aqui, em Ubatuba, temos caiçaras e emboabas e caraíbas, sejam os que nasceram aqui, os turistas, os migrantes, os aposentados, os aventureiros, os paraquedistas, os moradores de rua. Afinal, dizem “os donos do pudê”, Ubatuba é acolhedora por natureza. Alguns que aqui chegam (ou já moram, ou nasceram aqui) querem levar vantagem, no tradicional jeitinho brasileiro. Outros querem contribuir, no mínimo com sua criteriosa opinião, para melhorar a geleia geral em que Ubatuba se transformou. Os primeiros fazem questão de confundir o público com o privado, tentando (e muitas vezes conseguindo) se apropriar privadamente do que é público. Os outros, em geral, são chamados de chatos.

Seja, portanto, Emboaba Antero, bem-vindo à revista O Guaruçá, onde têm voz e expressão os chatos, mas também, de vez em quando, quando querem, ainda que meio envergonhados, os primeiros acima referidos. Trata-se de um espaço aberto, no qual o editor é de direita mas acolhe opiniões de centro e de esquerda. Um espaço democrático, enfim.

Uma observação
Emboaba, no sentido (de forasteiro) que deram à palavra os bandeirantes, não é a mesma coisa que caraíba, que era como os povos falantes da língua geral tupi-guarani se referiam não apenas aos europeus em geral, mas também aos indígenas falantes da língua gê, em remota referência ao grupo indígena caraíba, ou caribes, cuja ocupação territorial tinha início nas ilhas do Mar do Caribe e se estendeu para o sul do continente. Emboaba, assim, seria espécie de que caraíba seria gênero.



* texto publicado originalmente na Revista Eletrônica O Guaruçá, em 10/11/2014. 

Ubatuba votou novamente no PSDB

Os eleitores de Ubatuba votaram maciçamente no PSDB, na eleição de domingo. Dos 62.527 inscritos (cinco a mais do que no primeiro turno), compareceram 46.589 (74,51%), o que significa elevado percentual de abstenção, 25,49, maior do que o nacional, que foi de 21,10.

Para presidente, Aécio Neves, do PSDB, teve aqui 67,79% dos votos válidos, contra 32,21% dados a Dilma, do PT. Aécio ficou com pouco mais de dois de cada três votos dos candidatos que não chegaram ao segundo turno, o que permite dizer que o tucano teve dois terços dos votos dos eleitores de Marina Silva. Em percentuais, segundo turno contra primeiro, Aécio 67,79 - 49,57 = 18,22, e Dilma 32,21 - 24,28 = 7,93.

Irmã votou novamente em Dilma
A cidade irmã de Ubatuba em Minas Gerais, Ladainha, votou novamente em Dilma, como tinha feito em 2010.

Um em cada três (34,50%) dos 12.207 eleitores inscritos em Ladainha (MG) não compareceu às urnas, abstenção muito maior que a média nacional. É possível que muitos deles tenham preenchido aqui o formulário de justificativa eleitoral.

Dilma teve lá 64,81% dos votos, e Aécio, 35,19%.

* texto originalmente publicado na Revista Eletrônica O Guaruçá, em 27/10/2014.